sábado, 2 de novembro de 2013

Primeiro Secretário da UNIJOR e da ABI homenageia Maurício Azêdo.

O Presidente da ABI, Maurício Azêdo, faleceu em 25 de outubro de 2013
Maurício Azedo
(Por José Pereira da Silva, Pereirinha)

Faleceu, aos 79 anos, o jornalista e advogado Maurício Azedo, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Hospital Samaritano, sexta (25/10/2013), e foi sepultado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, sábado. Maurício dedicou a maior parte de sua vida à defesa das liberdades democráticas, entre elas a de uma imprensa livre, do direito que todos temos de expressar-se livremente, mas com responsabilidade, e dos direitos humanos.
A coluna rende homenagem a esse homem singular, um bravo e valente guerreiro da palavra e das ações humanas que, destemido, combateu o bom combate, colocando em risco a própria vida nos anos negros da ditadura militar. Mesmo naqueles terríveis anos de luta fratricida, Maurício Azedo foi um mensageiro da paz. Jamais deixou um amigo na beira do caminho e sempre esteve ao lado da Justiça, tentando salvar os injustiçados, a qualquer hora do dia e da noite. 

Resgate da ABI

À frente da ABI, sucedendo gloriosamente inigualáveis nomes e bastiões das liberdades democráticas, como Barbosa Lima Sobrinho, cujos legados Maurício Azedo honrou com imensa sabedoria ao trabalhar pelo resgate da imagem da instituição ABI perante à sociedade e aos governos democráticos que passaram a conduzir os destinos da Nação brasileira depois dos anos negros que tingiram de sangue o chão da nossa pátria querida.
Como os seus antecessores de saudosa memória, Maurício Azedo não se descuidou da defesa do imperioso direito dos jornalistas exercerem a profissão com liberdade, com senso crítico e ética profissional. E foi além disso, trabalhando incansavelmente para recuperar as finanças da ABI com interlocução com deputados, senadores e representantes dos governos federal, estadual e a Prefeitura do Rio. Foi assim que Maurício Azedo, ao partir, deixou a ABI financeiramente saneada, inclusive com reserva nos cofres e nos bancos e quem assumir o seu posto terá obrigatoriamente que dar continuidade ao seu trabalho.

Reformas Estruturais

Paralelamente, Maurício Azedo procurou por em prática um plano, um não, vários, para trazer de volta ao seio da ABI velhos e novos companheiros que haviam dela se afastados. Um deles foi a reforma estrutural do Edifício Herbert Moses, por dentro e por fora. Sua primeira obra foi a reestruturação da menina dos seus olhos, a Biblioteca Bastos Tigre, memória histórica da imprensa brasileira, e um dos mais importantes espaços culturais da cidade, dando acesso ao seu rico acervo aos pesquisadores, professores e estudantes de Comunicação do país.
Maurício Azedo ainda tinha muito por fazer, mas fez outra coisa muito importante na área da cultura, da história e da comunicação. O exemplo tão importante quanto ao da Bastos Tigre foi a reformulação do Jornal da ABI, que ganhou um formato inovador, tecnicamente muito próximo da perfeição, com páginas de entrevistas com velhos companheiros, pessoas que fizeram história no campo jornalístico, seja no impresso, seja na televisão, e matérias relevantes de grande interesse sócio-cultural e político.  O site da ABI, no internet, é outro exemplo de sua marca gestora.
Querido Maurício Azedo, sua passagem pela vida foi marcante, inclusive na política, como vereador e prefeito interino do Rio de Janeiro, e no Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro. Seu nome jamais será esquecido por nós que o queremos tanto bem. Não sendo eu ateu, nem agnóstico, mas respeitoso com todos aqueles que sabem defender, sem maniqueísmo, suas ideologias e credo, digo: descanse em paz ao lado do Senhor (PS).


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